Que que eu acho? Vou consultar
Outro dia eu fiz um post desaforado, irritadiço e mal-educado, citando as frases iniciais de um artigo do psicanalista (julgo eu) argentino (idem) Contardo Calligaris, já nem me lembro direito sobre o quê. Me irritou a linguagem pomposamente intelectualóide do trecho mencionado.
Pois bem, agora é a vez de elogiar. O artigo dele da Folha de hoje (não dá para linkar porque o site é pago) é exemplar, tratando do cansaço de pensar e julgar por si mesmo, que faz com que as pessoas terceirizem as suas cabeças, aderindo de forma apaixonadamente desmiolada (no sentido literal) a todo tipo de agrupamento "ideológico" (muito lato sensu, por favor), de torcidas organizadas a partidos políticos e (acrescento eu) seitas religiosas e místicas.
Vai um pequeno trecho "na mosca" do artigo, abaixo:
"Jorge Bittar, deputado do PT, não gostou do relatório da CPI dos Correios (ou seja, achou que o relatório não era partidário como ele queria que fosse) e xingou o senador Delcídio Amaral, presidente da dita CPI, também do PT. Além das palavras chulas -as quais substituem uma violência que, num Estado democrático, não pode ser física (não dá para eliminar Delcídio, eh?)-, ele disse (frase impagável) que o senador não se portou "como um verdadeiro petista".
Para quem desiste de ser sujeito para se fazer instrumento do grupo, o outro, o que escuta seu foro íntimo, é um "traidor". Não é a Câmara, mas o PT que deve condenar oficialmente as palavras de Jorge Bittar. Ou então deveremos entender que o PT é um daqueles grupos que oferecem férias à subjetividade de seus membros, ou seja, que pedem que eles ajam não segundo a complexidade da consciência, não segundo o que lhes parece certo ou errado, mas só como instrumentos ao serviço do partido".
Pois bem, agora é a vez de elogiar. O artigo dele da Folha de hoje (não dá para linkar porque o site é pago) é exemplar, tratando do cansaço de pensar e julgar por si mesmo, que faz com que as pessoas terceirizem as suas cabeças, aderindo de forma apaixonadamente desmiolada (no sentido literal) a todo tipo de agrupamento "ideológico" (muito lato sensu, por favor), de torcidas organizadas a partidos políticos e (acrescento eu) seitas religiosas e místicas.
Vai um pequeno trecho "na mosca" do artigo, abaixo:
"Jorge Bittar, deputado do PT, não gostou do relatório da CPI dos Correios (ou seja, achou que o relatório não era partidário como ele queria que fosse) e xingou o senador Delcídio Amaral, presidente da dita CPI, também do PT. Além das palavras chulas -as quais substituem uma violência que, num Estado democrático, não pode ser física (não dá para eliminar Delcídio, eh?)-, ele disse (frase impagável) que o senador não se portou "como um verdadeiro petista".
Para quem desiste de ser sujeito para se fazer instrumento do grupo, o outro, o que escuta seu foro íntimo, é um "traidor". Não é a Câmara, mas o PT que deve condenar oficialmente as palavras de Jorge Bittar. Ou então deveremos entender que o PT é um daqueles grupos que oferecem férias à subjetividade de seus membros, ou seja, que pedem que eles ajam não segundo a complexidade da consciência, não segundo o que lhes parece certo ou errado, mas só como instrumentos ao serviço do partido".



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