Sexta-feira, Março 10, 2006

Que papo chato...

Vejam esta noticiazinha desimportante do "Jornal do Senado", que eu peguei na edição online da digníssima Casa:

Três projetos importantes para o futuro da Previdência Social foram acolhidos ontem pela Comissão de Assuntos Sociais. A proposta de Rodolpho Tourinho que estabelece a inclusão previdenciária das donas-de-casa obteve aprovação unânime, assim como a de Paulo Paim que acaba com o fator previdenciário, cálculo criado pela reforma da Previdência para estimular os segurados a retardar sua aposentadoria.

Coisa chata, não é? Duvido que qualquer articulista de jornal, intelectual ou formador de opinião perca tempo comentando um trequinho maçante como este. Pena que o "fim do fator previdenciário" que está aí, esta obscura tecnalidade, signifique um aumento de despesa pública, a ser pago com os meus, os seus, os nossos impostos, provavelmente dezenas ou centenas de vezes maior do que todo o desvio da corrupção na política desde a redemocratização. Todo mundo vai cagar e andar para essa questão. Mas continuaremos indignados com a falta de dinheiro público para segurança, habitação, saneamento, saúde, educação, manutenção de estradas, etc etc. E a gente ainda faz piada de português



2 Comments:

  • Acho que eu você somos um dos nove brasileiros que se preocupam com o aumento dos gastos públicos. Talvez algum dos outros sete leia o nosso blog, e gostará de saber que o Fábio Giambiagi, do Ipea, escreveu um estudo muito bom sobre o assunto. Quem se interessar encontra o texto no site do Ipea - é o texto para discussão 1169. É uma análise da política fiscal nos últimos 15 anos, em que ele deixa claro que o grande responsável pela expansão das despesas públicas nos últimos anos é a disparada dos gastos do INSS. Se acabarem com o fator previdenciário, o negócio vai piorar. Pelo menos os nossos leitores não poderão dizer que nós não avisamos
    Abraços neoliberais

    By Blogger Marcos Matamoros, at 7:13 PM  


  • Sei lá, Matamoros, de repente é meio psicopático se preocupar se o governo vai gastar mais 10, 20 ou 30 bilhões por ano. Se a gente acha que é importante e os outros 181.998 milhões não estão nem aí, os loucos na parada somos nós mesmos, mermão. Precisamos ter a humildade de reconhecer isto - no mínimo para evitar a internação

    By Blogger F. Arranhaponte, at 10:03 PM  


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