O sucesso não ocorre por acaso II
Bem, durante os longos anos do meu pós-doutorado em ciências cognitivas na Universidade de Vladivostok, aprendemos que, em média, os auto-confiantes são menos inteligentes que os inseguros. Isto é, se for possível medir objetivamente o grau de auto-confiança, tomando-se aleatoriamente duas pessoas, a probabilidade da menos auto-confiante ser mais inteligente que a mais auto-confiante é maior do que vice-versa. Recentes pesquisas, por outro lado, indicam que, tomando-se ao acaso duas pessoas com o mesmo grau de inteligência, a mais auto-confiante será mais bem sucedida em diferentes tipos de tarefa a que se dedique do que a menos auto-confiante. Isto levou uma corrente de cientistas cognitivos a sugerir que a inteligência e a auto-confiança foram características que evoluíram paralela e competitivamente na formação do homo sapiens. Vladimir Naborabowsky, o famoso neuro-biólogo russo, chegou a propor a existência de duas espécies distintas: o homo sapiens e o homo confidentis (por favor, ajudem-me, isto deve estar errado em latim, mas é que eu não consigo me lembrar a forma correta). Esta última espécie compreende hoje presidentes analfabetos, ministros-cantores e blogo-pagodeiros.
Mais informações em www.uv.edu/naborabowsky/research/theconfidencepapers324.asp?Reg=8
P.S: Não por falar nisto, já que o c.u. não tem nada a ver com as calças, lembrei-me hoje de um dos meus aforismos prediletos do Anacleto de Avignon, de quem não falamos há muito tempo:
"A normalidade não é o contrário da aberração, mas sim o ponto médio entre duas aberrações opostas"
Mais informações em www.uv.edu/naborabowsky/research/theconfidencepapers324.asp?Reg=8
P.S: Não por falar nisto, já que o c.u. não tem nada a ver com as calças, lembrei-me hoje de um dos meus aforismos prediletos do Anacleto de Avignon, de quem não falamos há muito tempo:
"A normalidade não é o contrário da aberração, mas sim o ponto médio entre duas aberrações opostas"



5 Comments:
Acho que o sucesso dos mais confiantes e menos inteligentes tem a ver com a própria seleção natural das espécies. Afinal, não é com inseguras discussões filosóficas que se conquista a massa feminina seguidora de Tati Quebra Barraco. Portanto, os confiantes têm mais vantagem para acasalar, reproduzir e conquistar posições políticas privilegiadas.
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Dan, at 7:31 PM
De fato, dan, concordo, hesitar diante de uma cachorra dançando funk em nada contribui para disseminar os genes do mané vacilão. Intelectuais, parem de reclamar e se angustiar, e confiem no seu toco!
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F. Arranhaponte, at 7:39 PM
ahh. vai ver que é por isso que a normalidade é tão sacal!
é que é só uma média, ta no meio, é normalzinha demais pra gente gostar dela...hã hã.
vc não viu a frase que a Lu postou outro dia? Ela disse que nada é mais corta tesão do que a insegurança...e é, né?
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Bela Caleidoscopica, at 10:49 AM
O excesso de auto confianca cria uma serie aberracoes comportamentais. A pior delas é a vaidade. O que mais que nao a vaidade absurda para fazer com que Preta Gil e latino considerem-se cantores e o que é pior "artistas"; ou Reynaldo Gianecchini achar-se ator?
Pessoas auto confiantes demais sempre me parecem meio "sem nocao.Nao sei por que.
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Marcela P., at 11:10 AM
Ah sim, o latim está correto..:)
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Marcela P., at 11:12 AM
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