Metamorfoses ambulantes e generalizadas
Eu fui um dos mais implacáveis "PT haters" antes do Lula chegar ao poder. Minhas credenciais neoliberais e anti-esquerdistas são impecáveis. Eu já era a favor do capitalismo quando o Paulo Francis era trotskista, e olha que eu nem sou tão velho assim. Porém todavia contudo, acompanhando um duro processo de amadurecimento, todas as minhas convicções foram se desmanchando no ar, pulverizadas pela fabulosa capacidade da história de produzir non-sense em cima de non-sense. Nem tanto as convicções sobre como as coisas devem ser, mas muito mais as convições sobre o que deve acontecer para que as coisas sejam como devem ser.
Quando o Lula assumiu a presidência, e aplicou de forma firme e consistente uma política macroeconômica conservadora (até exageradamente, o que é desculpável, na parte monetária), eu parei de detestar o Lula e o PT. Sinto muito, mas parei, mesmo. O que não quer dizer que eu vá jamais me furtar a sacaninhar com todas as forças da minh'alma o festival de imbecilidades produzido por este governo (ou por qualquer outro, passado ou futuro, embora o grau possa variar - qualidade existe).
Bem, disto isto, e só para provocar, transcrevo aqui um trecho da recente reportagem especial da The Economist sobre o nosso Guia Genial. Não tenho nada a opinar a respeito, mas gostaria que nossos leitores e o indomitável Matamoros o fizessem.
O título do editorial é "A Mágica de Lula". O trecho é o seguinte (atenção ao grifo) (estou sem saco de traduzir):
"Lula is not just a charismatic politician but also, it seems, a lucky one. He promised clean government, presided over a corruption scandal, and yet still looks capable of winning a second chance. He has the potential to become one of Latin America's most remarkable democratic politicians. But the greater part of his work still lies ahead of him."
Quando o Lula assumiu a presidência, e aplicou de forma firme e consistente uma política macroeconômica conservadora (até exageradamente, o que é desculpável, na parte monetária), eu parei de detestar o Lula e o PT. Sinto muito, mas parei, mesmo. O que não quer dizer que eu vá jamais me furtar a sacaninhar com todas as forças da minh'alma o festival de imbecilidades produzido por este governo (ou por qualquer outro, passado ou futuro, embora o grau possa variar - qualidade existe).
Bem, disto isto, e só para provocar, transcrevo aqui um trecho da recente reportagem especial da The Economist sobre o nosso Guia Genial. Não tenho nada a opinar a respeito, mas gostaria que nossos leitores e o indomitável Matamoros o fizessem.
O título do editorial é "A Mágica de Lula". O trecho é o seguinte (atenção ao grifo) (estou sem saco de traduzir):
"Lula is not just a charismatic politician but also, it seems, a lucky one. He promised clean government, presided over a corruption scandal, and yet still looks capable of winning a second chance. He has the potential to become one of Latin America's most remarkable democratic politicians. But the greater part of his work still lies ahead of him."



2 Comments:
Eu teria grifado o "Lucky one", heheh
By
Ratapulgo, at 6:03 AM
merecia sim, assim como o "the greater part of his work still lies ahead of him". Abraço
By
F. Arranhaponte, at 10:22 AM
Postar um comentário
<< Home