Diálogo brasileiro IV
Mr. Teeth, no post abaixo, honrou-nos com um comentário, observando, com razão, que eu apelei desavergonhadamente diante da indiferença geral ao fascinante assunto que o Torre trouxe à baila. Eu ia responder como comentário, mas decidi fazer um novo post. Mr. Teeth lembrou-nos de como os professores universitários estão à míngua. Abaixo, a minha resposta:
Eu estava quase me suicidando pela falta de comentários, valeu a caridade. A personagem que eu mencionei no primeiro post não é professora, aparentemente.
Na verdade, o que me motivou a narrar aquele diálogo que, de fato, eu ouvi, foi menos a questão macro do peso do Estado e mais a questão pessoal, desta vidinha sem risco e sem emoção, de entrar numa corporação e garantir uma sobrevivência medíocre, mas confortável, para sempre.
Eu achei o discurso dela muito melancólico, quase deprê, mas não sei se consegui transmitir isto. E é claro que há muitos funcionários que trabalham pra burro e tem carreiras desafiantes.
Mas é muito comum aquele discurso da menina, de quem garantiu uma tetinha e agarra-se a ela por comodidade, esta estratégia risco zero. Talvez seja até um treco bem carioca.
Eu acho aflitivo e, voltando ao macro, considero inviável um país em que os atrativos da mediocridade risco zero são maiores do que a tentação do jogo competitivo, onde você pode bombar ou se arrebentar.
Eu estava quase me suicidando pela falta de comentários, valeu a caridade. A personagem que eu mencionei no primeiro post não é professora, aparentemente.
Na verdade, o que me motivou a narrar aquele diálogo que, de fato, eu ouvi, foi menos a questão macro do peso do Estado e mais a questão pessoal, desta vidinha sem risco e sem emoção, de entrar numa corporação e garantir uma sobrevivência medíocre, mas confortável, para sempre.
Eu achei o discurso dela muito melancólico, quase deprê, mas não sei se consegui transmitir isto. E é claro que há muitos funcionários que trabalham pra burro e tem carreiras desafiantes.
Mas é muito comum aquele discurso da menina, de quem garantiu uma tetinha e agarra-se a ela por comodidade, esta estratégia risco zero. Talvez seja até um treco bem carioca.
Eu acho aflitivo e, voltando ao macro, considero inviável um país em que os atrativos da mediocridade risco zero são maiores do que a tentação do jogo competitivo, onde você pode bombar ou se arrebentar.



0 Comments:
Postar um comentário
<< Home